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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

MESTRE


MESTRE.

Luís Gustavo de Lucena

Mestre,
não sei se fizestes milagres,
se curastes doentes,
se fostes santo
ou pecador.
Sei,
apenas,
que trouxestes a paz
que me devolveu a alegria de viver.
Mas,
Mestre,
muitas vezes,
a paz que me destes,
é interrompida pelo sofrimento,
que destes ao meu irmão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

EU

De: Luís Gustavo de Lucena


Um homem só

num lugar deserto.

Uma vida,

sem vida,

despida

sem objetivo.

Uma vida,

sem vida,

partida,

aos cacos

Uma vida

sem vida,

assim como um cais,

sem barco;

uma festa sem convidados.

Uma vida,

sem vida,

assim

como a vida.,

de um homem

só,

feito

EU

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ACHEI QUE ERAS O REMÉDIO

De: Luís Gustavo de lucena

Em estado de meditação,

no meu canto,

ouço o canto,

que embalava nosso sonhos

e me derreto em lágrimas,

que viram pranto,

derramado pelo meu corpo inteiro.

Meu coração

esta apertado,

seco,

doído,

vazio,

pela tristeza deste dia...

Meu pensamento,

não encontra

os antigos momentos de alegria.

e minha criatividade,

soluções claras para meus problemas.

Achei que eras o remédio.

Enganei-me.

Como poderias,

tu,

tão pequena,

perto do que já fui,

me fazer feliz.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UM HOMEM SO

LUÍS GUSTAVO DE LUCENA

Aqui estou,

odiado ou amado,

ocupando o meu espaço,

limitado e fechado.

Vivo,

pelos menos,

sem correria e cansaço.

Não assisto as tragédias,

que acontecem no mundo lá fora.

Não corro

ao encontro da morte.

Espero-a

mesmo às três horas,

no meu banho de sol.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

VENTO


Luís Gustavo de Lucena[

Vento,

norte,

agorento;

vento

que leva e traz

coisas e sentimentos;

vento seco

que levou

em suas asas

meu amor,

deixando em meu coração,

apenas saudade e tristeza.

Espero que voltes,

para levar a sujeira,

que deixaste na tua passagem

domingo, 15 de novembro de 2009

POEMAS SOLTOS

As estrelas
chamam-me
para onde as ondas
não me podem levar.




Entre linhas,
estou eu a
escutar
os segredos das frases.




O que me angustia
é saber
que estou preso
no mundo -
prisão de portas abertas.





Teu amor,
para mim
é tudo.

O meu,
para você,
uma comédia
.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

É DOCE SONHAR

Luís Gustavo de Lucena


A noite.
O sonho.
O futuro incerto.
Uma mentira figurada
com bordas fortes,
cores vivas,
sobre coisa nunca pensada.
É doce sonhar.
Amarga é a realidade, ao acordar
.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MEU ANJO DA GUARDA

Luís Gustavo de Lucena

Gostaria de saber
quando vão substituir
meu Anjo da Guarda,
já cansado e sem força
para tocar a trombeta,
na derradeira hora.

sábado, 31 de outubro de 2009

TRILHEI LONGOS CAMINHOS

Luís Gustavo de Lucena



Trilhei

Caminhos Longos.

procurando

O verdadeiro sentido da vida.

Na caminhada,

conheci gente pobre,

sem nada,

Mendigos

catando comida lixo não

Encontrei.

crianhas,

quase nuas,

andando,

pelas ruas,

chorando

(como ainda conseguem chorar)

num Selva de Pedras,

Onde Vivem poucos,

muito que tem,

Mas,

nada para dar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

SONHO

Luis Gustavo de Lucena


Sonho,
Triste ilusão,
Realidade sonhada.

A vida
Medalha faz da sua paz.

Meu sonho
é o contrário de meu estilo de vida.
Meus problemas
vão além de dúvidas simples.

Através do sonho
faço meu pensamento funcionar,
não como máquina,
Mas, como o coração de um pacificador.

Sonhando,
idealizo o mundo.

No mundo do meu sonho,
Guerra
é o ciúme entre as flores,
E a paz tem tantos servos como Deus.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NEGRO VELHO

Luís Gustavo de Lucena





Negro Velho,
andarilho dos caminhos da vida,
que embora pobre e maltrapilho,
andavas por atalhos,
Semeando amor,
Galhos quebrando,
sorrindo, sempre,
Ao som do canto dos pássaros,
no riacho do prazer.


Um Rei parecias,
quando, no cume da montanha,
lá em cima,
Mais perto do céu,
um Deus semelhante,
ficavas, frente ao Sol,
Carinhosamente
a me ensinar
a amar a vida
que,
muitas vezes doida,
Suportar conseguistes.


Agora,
Chegou a tua hora.
Te colocaram na cova fria,
bem junto ao Cipreste,
e eu,
Velho Mestre,
Fico aqui sem tua proteção.
Acabou-se a poesia,
Mas a lição foi aprendida.


Como me ensinastes,
Seguirei
Vivendo
(sorrindo ou chorando)
que importa?
Sou livre.
E, Liberto,
Andarei em frente,
como tu fizestes, meu Preto Velho,
lançando uma semente
do amor
nos corações de novas gentes.

MENSAGEM

Luis gustado de Lucena


1.

Meu velho.
Vem comigo,
Vamos sentar ali,
À Beira daquele córrego,
de água pura e limpa,
como a vida que sonhamos.


2


Deixe que uma brisa
Mexa os cabelos teus
e leve TEUs
Pensamentos
para outras cabeças.


3


Deixes
Teu amor
Junto à pureza do Córrego,
Para que uma correnteza
o leve para outros corações.


4


Permita que o sol
te ilumine,
Porque DELE
Vem a luz eterna,
que te encherá de paz.


5


Mas,
Não deixe que esta luz
te segue.


6


Permaneças
úmido como uma corredeira da Pedras,
Para Que teus desejos
escorreguem,
por entre elas,
Sigam e livres,
feito uma água,
para o mar.


7


Entretanto,
se nada disso conseguires,
Suba ao alto daquela montanha,
Beira que a cidade
e despeje,
ar não poluído,
a tua raiva,
para que se misture
uma das pessoas que la Agitam se,
Porque elas,
também,
Não entenderam a minha mensagem
.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SOLIDÃO

Luís Gustavo de Lucena


A solidão me corre.
Leva pouco a pouco,
minha vontade de viver.
Já gosto do meu quarto,
onde passo
tardes e noites entermináveis,
pensando o que fzer
com o resto de ternura
que,
com muito custo,
ainda conservo
dentro
de mim.

sábado, 19 de setembro de 2009

SEREI UMA ÁRVORE

De: Luis Gustavo Lucena

A chuva
cai calma,
numa tarde de outono.

As árvores
a minha frente,
nem apenas tremulam,
ao soprar do vento.
Estão secas,
sem folhas,
e sem movimento.

Serei uma árvore...?

sábado, 29 de agosto de 2009

VIVO VADIANDO


De Luís Gustavo de Lucena
Vivo
Vadiando à luz do sol,
perto da natureza,
que beleza.
Ando sozinho,
por longos caminhos,
colhendo flores,
ferindo-me nos espinhos.
Um lugar assim,
um belo jardim
Florido,
perfumado
é o meu lugar preferido
para repousar
meu corpo
Cançado,
dolorido,
quase morto.
É onde,
mesmo sem confrorto,
encntrarei paz para dormir,
à luz do luar.