terça-feira, 2 de março de 2010

FINAL FELIZ

Costumo dizer, com frequência, que vejo, ouço e sinto o mundo com olhos, com os ouvidos e com o coração de um poeta, que não sou. Mas, mesmo não o sendo, faço do mundo um grande poema, um poema de contradições: amor e indiferença, bom e ruim, riqueza e miséria, risos e lágrimas, alegrias e tristezas, paz e guerra e assim por diante.

Meu mundo é um mundo em constante movimento, mesmo porque, no universo nada é estático. Tudo se movimenta e se modifica. E o mundo do meu poema não apenas se movimenta, ele se agita desesperadamente entre o fogo e o amor, numa luta desatinada entre o bem e o mal, em que , espero, tenho certeza, este haverá de ser vencido.

O mundo dos meus sonhos conhecerá o ideal, um ideal só de paz, de amor e de justiça. E o meu poema, então, terá um final feliz

domingo, 15 de novembro de 2009

POEMAS SOLTOS

As estrelas
chamam-me
para onde as ondas
não me podem levar.




Entre linhas,
estou eu a
escutar
os segredos das frases.




O que me angustia
é saber
que estou preso
no mundo -
prisão de portas abertas.





Teu amor,
para mim
é tudo.

O meu,
para você,
uma comédia
.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ÓH! SOL

Neudes de Lucena

Oh! Sol.
Que outros fujam a tua luz,
que importa.
Redobra tuas chamas
e dá ânimo a minha existência morta.
Consome tudo o que há de impuro em mim.
Indica-me o caminho escondido de Deus.
Mostra-me o meu irmão que tem fome
.

É DOCE SONHAR

Luís Gustavo de Lucena


A noite.
O sonho.
O futuro incerto.
Uma mentira figurada
com bordas fortes,
cores vivas,
sobre coisa nunca pensada.
É doce sonhar.
Amarga é a realidade, ao acordar
.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MEU ANJO DA GUARDA

Luís Gustavo de Lucena

Gostaria de saber
quando vão substituir
meu Anjo da Guarda,
já cansado e sem força
para tocar a trombeta,
na derradeira hora.

ÁGUA CAINDO DA CASCATA


Neudes de Lucena



Adoro
água caindo
da cascata.

Gosto de sentir
sua força
batendo em meu corpo,
e partindo,
sem sofrer...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

MEU GRITO



Neudes de Lucena

Não sussurro palavras.
Grito a plenos pulmões,
minhas angústias e sofrimentos.
E é tão franco e sincero
o meu grito,
que chega a parecer um poema.
Agosto/1969